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Redução da informalidade perde força em 2014 com a crise, diz FGV

25 de junho de 2015
PacaembuCNC

Mercado informal movimentou R$ 826 bi, o equivalente a 16,1% do PIB.
Redução foi de apenas 0,2 ponto porcentual em relação ao ano anterior.

A desaceleração da economia afetou também o ritmo de redução da informalidade no Brasil, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial em conjunto com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV).

redução da informalidadeO Índice de Economia Subterrânea (IES) no Brasil, que mede o conjunto de atividades de bens e serviços que não são reportados ao governo, teve em 2014 queda de apenas 0,2 ponto porcentual em relação ao ano anterior.

A estimativa é que a chamada “economia subterrânea”, ou informal, tenha somado R$ 826 bilhões no ano passado. Esse valor representa 16,1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Em 2013, o índice ficou em 16,3% do PIB.

Nos últimos dez anos, a participação da economia informal no PIB caiu 4,8 pontos porcentuais. Em 2007 e 2008, a queda foi de 0,7 pontos porcentuais. A desaceleração começou em 2012, refletindo o recuo acentuado no número das contratações formais pela indústria e do crescimento no setor de serviços, que tem níveis de informalidade maiores do que a indústria.

O resultado de 2014, de acordo com os pesquisadores, pode ser considerado uma “quase estagnação” do ritmo de queda da economia subterrânea.

“A desaceleração econômica começou no final do ano passado, de maneira que os resultados da crise só serão sentidos de fato em sua próxima edição, referente ao ano de 2015. As medidas tomadas pelo governo para combater a informalidade, tais como a desoneração de alguns setores da economia e as políticas dirigidas a pequenos empresários, apesar de efetivas, não são suficientes para refrear a informalidade nesse cenário”, afirma Samuel Pessoa, pesquisador do FGV/IBRE.

Em valores absolutos e em preços atualizados, houve em 2014 uma queda de apenas 1% no índice, que corresponde à produção de bens e serviços não reportados deliberadamente ao governo e que, portanto, fica à margem do PIB nacional. No ano passado, esse valor somou R$ 835 bilhões.

“Para que possamos retomar a queda expressiva na informalidade é imprescindível que se busquem medidas capazes de simplificar e racionalizar o sistema tributário; modernizar o sistema de cobrança e tornar o cumprimento da lei menos penoso para a população. Também é preciso continuar e acelerar as mudanças estruturais que buscamos para a sociedade, como, por exemplo, o aumento do nível educacional e a redução do índice de desemprego”, diz Evandro Guimarães, Presidente Executivo do ETCO.

Entre os prejuízos causados pela informalidade, segundo os pesquisadores, está a manutenção de um ambiente de transgressão, que estimula o comportamento econômico oportunista, com queda na qualidade do investimento e redução do potencial de crescimento da economia brasileira.

Fonte: G1

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