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Fusões e aquisições de pequeno porte dominam mercado brasileiro em 2014

23 de janeiro de 2015
PacaembuCNC

Setor de TI concentrou 16% das 879 transações anotadas no ano e as operações devem continuar crescendo em 2015: empresas grandes devem comprar as menores devido a cenário econômico

São Paulo – As fusões e aquisições de pequeno porte, cujas transações somam até US$ 100 milhões, dominaram o mercado brasileiro em 2014, aponta relatório da consultoria PwC.

Segundo o documento, as operações dentro dessa faixa representaram 63,6% das 266 transações que tiveram o valor divulgado – no total foram feitas 879 operações de M&A (do inglês merger and acquisitions) no ano, porém 613 não anunciaram valores.

As fusões e aquisições de médio porte (de US$ 101 milhões a US$ 999 milhões) somaram 76 operações (28,6% do total), e as de grande porte – acima de US$ 1 bilhão – 22 transações (7,8% do total).

“Isso [domínio de M&A de pequeno porte] acontece, principalmente, por conta da correlação com a área de TI, que, no Brasil, é feita por poucas grandes empresas e muitas por pequenas empresas”, avaliou o sócio da PwC, Rogério Gollo, líder da área de fusões e aquisições.

O relatório da consultoria aponta que o setor que mais registrou fusões e aquisições foi o de TI, com 141 operações (16% do total) em 2014. Serviços auxiliares aparece na segunda colocação, com 83 transações e os bancos em seguida com 78 negócios.

“A tendência é que isso se mantenha e talvez até aumente, à medida que o mercado potencial de empresas brasileiras de TI com esse faturamento [de até US$ 250 milhões] está em uma pressão de custo e competição. Então, as empresas maiores vão acelerar os processos de aquisições”, ponderou Gollo.

Para o advogado Renato Chiodaro, sócio do escritório De Vivo, Whitaker e Castro Advogados, as transações de menor porte foram impulsionadas principalmente pelo arrefecimento da economia e a incerteza econômica do ano passado.

“Quando isso acontece, as pequenas e médias empresas, que tem uma maior restrição de caixa, têm que se movimentar. Elas ou fazem alianças estratégicas, ou acabam sendo negociadas 100% para um comprador”, analisou.

Contrariando expectativas

De acordo com Chiodaro, o brasileiro possui DNA empreendedor e, no ano passado, surgiram várias startups no País, principalmente no mercado de TI. “Como essas empresas são adquiridas em estágio muito inicial, e essas transações acabam sendo de menor valor”, observou.

O relatório da PwC mostra que, contrariando as expectativas, o mercado registrou uma alta de 8,3% no volume de transações de M&A em 2014, saltando de 812 operações em 2013 para 879 no ano passado.

Ainda segundo o documento, a maior parte das transações foi de aquisição majoritária representando 48,7% das operações. As transações de compras participações minoritárias foram responsáveis por 38,3% dos negócios, as joint ventures 4,5% e as incorporações, fusões e cisões pelas demais 8,5% das operações.

Gollo afirmou que o cenário macroeconômico ainda negativo em 2015, com juros altos, inflação e baixo crescimento, deve pressionar as empresas menores e acelerar os processos de fusão e aquisição.

“O acesso a crédito para essas empresas é mais complicado, então elas viram alvos de aquisições de empresas maiores”, analisou.

A expectativa da PwC é que o mercado de M&A cresça 10% em 2015 com relação a 2014. “A tendência é que o mercado de TI acelere ainda mais que nos últimos anos”, observou Gollo.

Private equity

Os fundos de private equity – que compram participação majoritária nas empresas para melhorar sua rentabilidade – viram sua fatia nos negócios recuar 21% em relação a 2013, embora ainda tenham sido responsáveis por 34% das transações em 2014.

Os especialistas ouvidos pelo DCI disseram que esses fundos colocaram o pé no freio em 2014 por conta das incertezas geradas principalmente pelas eleições e pelo cenário econômico brasileiro.

Chiodaro diante da recente composição da nova equipe econômica e da sequência de medidas fiscais e monetárias anunciadas pelo governo, os investidores ainda estão aguardando “neblina baixar” para investir. De acordo com ele, os fundos estão capitalizados e devem voltar a fazer investimentos já no segundo trimestre de 2015.

Fonte: DCI – Finanças 23/01/15

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