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Facilitadores de pagamentos estão de olho nas pequenas e médias empresas

27 de janeiro de 2015
PacaembuCNC

Com sistemas mais simples e tecnologias móveis, companhias como Payleven, PagSeguro, Paypal e iZettle colocam as PMEs no centro de suas estratégias de negócios para este ano.

Amauri Vargas

dci2701São Paulo – De olho no mercado de transações financeiras, as facilitadoras de pagamento estão focadas nas pequenas e microempresas (PMEs) este ano. Companhias como Payleven, Paypal, PagSeguro e iZettle apontam a simplificação dos processos para aumentar a presença entre esse público.

Donas de plataformas baseadas em sistemas que operam por meio da internet, as facilitadoras enfrentam a concorrência bastante consolidada das tradicionais maquinetas de cartão. Ainda assim, segundo as companhias, os chamados adquirentes, como Rede e Cielo, “não conseguem personalizar o atendimento ou dar a atenção que os pequenos empresários ou profissionais liberais geralmente demandam”.

Justamente por conta do público que as facilitadoras atendem, os equipamentos utilizados no recebimento de valores precisam ser tão acessíveis e democráticos quanto os termos para adesão a esses sistemas de pagamento.

Com aplicativos produzidos para rodar nos dispositivos com sistema Android, do Google, e iOS, da Apple, pequenos aparelhos que simulam as maquinetas podem computar os valores e transacionar o dinheiro do cliente para a empresa, utilizando para isso internet 3G ou wi-fi nos dispositivos.

Flexibilização

A mobilidade proporcionada por tecnologias envolvidas no processo flexibilizou também os termos da prestação do serviço, como conta a co-fundadora e CEO da Payleven Brasil, Adriana Barbosa. “Os facilitadores conseguem desburocratizar a prestação do serviço, que podem ser adquiridos por pessoa física, não apenas jurídica, como antigamente. Pode ser creditado isso à alta de 1319% nas receitas da companhia em 2014”.

Adriana explica ainda que o passo a passo era longo, formado por diversos players. “Quando o consumidor passava o cartão em um estabelecimento comercial, a maquineta acionava a sua administradora, que por sua vez contatava a bandeira do cartão. A bandeira verificava a autorização com o banco e após a confirmação o débito ou crédito era computado. Tudo em segundos”.

Os facilitadores ocupam uma dessas etapas que têm contato com o estabelecimento comercial. Antes da tecnologia, os locais ficavam reféns dos adquirentes, que fornecem as máquinas apenas com conexão GPRS (que usa rede de telefonia móvel), a um aluguel de R$ 100 por mês, sem flexibilidade de negociação, para quem fatura até R$ 50 mil.

Isso mudou com o serviço de empresas como a sueca iZettle, no Brasil desde 2013. “Nós fornecemos máquinas que podem se conectar via bluetooth e wi-fi”, conta o diretor de operações da companhia, Heitor Barcellos.

Ele indica também que graças à popularidade, a base de usuários cresceu a 10 mil novos clientes por mês no último ano – totalizando 150 mil.

E-commerce

Mas não só para o comércio físico de produtos e serviços que as facilitadoras estão olhando. Empreitadas como a da internacional Paypal, revelam que as PMEs estão no radar das transações com cartão, também na internet. A diretora de desenvolvimento de negócios da companhia, Paula Paschoal, indicou que pesa para a contratação do serviço, o pagamento do consumo dos clientes, no dia seguinte à transação. “A prática do mercado é repassar os vencimentos no final de um período que geralmente é de um mês. A gente paga no dia seguinte”, lembra.

O gerente de contas para negociações do exterior do PayPal Brasil, André Faria, indica que a ferramenta também é muito utilizada pelos PMEs que exportam produtos. Ele afirma que por conta da empresa ser internacional, a plataforma simplifica a conversão de moedas e também os problemas, que uma comercialização como essa pode ter.

“A ferramenta permite que comprador e vendedor negociem em suas moedas locais, mesmo que essas não sejam dólar. Além disso, se houver qualquer problema com a transação, o PME não teria como recorrer a bancos e autoridades de outros países. Nós, pelo contrário, reembolsamos os valores na negociação”.

Outro facilitador que integra venda on-line e física, o PagSeguro – do gigante de internet UOL – aponta que atender os dois ambientes de negócios é essencial para chegar até os estabelecimentos que trabalham com as duas frentes, como conta o diretor da companhia, Ricardo Dortas. “Com foco nos dois ambientes [on-line e físico], a gente chegou até a base de 30 milhões de compradores no sistema virtual e 300 mil estabelecimentos físicos e digitais”, afirma. Segundo ele, o preço e modelo da maquininha ainda são fundamentais para as vendas da companhia.

Fonte: DCI – SP 27/01/15

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